Horário: Museu de Lamego encerrado para obras de requalificação

Bio Sandra Pereira

Sandra Pereira

Nasci em Moçambique, Lourenço Marques. As minhas primeiras impressões do mundo foram a presença do mar e da vastidão do território. Os cheiros das especiarias – que ainda hoje me confortam- fazem parte da minha sensibilidade em relação ao exótico. A presença de animais incomuns, para um europeu, como os lagartos enormes que se quietavam ao sol, imóveis, e se cobriam de cores vivas. Aquando da chegada a Portugal, outras sensações passaram a fazer parte do meu imaginário: o frio, o recolhimento, a leitura mais assídua com as suas associações ao que me rodeava. Na infância vestia bonecas de papel, e agora, através da dobragem japonesa, faço as bonecas-marcadores Warabe. A literatura e o cinema são as minhas artes de eleição. O fascínio pelo cinema começou em Moçambique através do Drive-ln em espaços vastos e quentes. Fiz parte da organização do Festival Fantasporto durante dois anos como Relações-Públicas. No ano de 1993 fui anfitriã de jovens realizadores: Shinya Tsukamoto, Gaspar Noé. A música sempre foi um forte tónico na minha vida, quer através da radio, quer como simples ouvinte. Na radio, fiz parte da Radio Caos com um programa de música que mais tarde se transformou numa dedicatória pessoal ao cinema, com o nome ‘para acabar de vez com a cultura.’ Fiz parte de um grupo coral do Porto.

As manualidades sempre fizeram parte de mim. Criei peças de bijuteria e outras.

O meu deslumbramento com o Japão resume a minha essência, que é inspirada na Natureza, na estética e no orientalismo. As oficinas de cariz temático japonês, relacionam-se com literatura, pintura, e os temas recorrentes são a natureza, serenidade e a partilha.