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Bio Miguel Amaral

Miguel Amaral

Nasceu no Porto em 1982. O seu primeiro contacto com a música surge aos 6 anos, por intermédio da professora Madalena Leite de Castro com quem estudou piano.

Anos depois, fruto do fascínio pela música de Carlos Paredes inicia os seus estudos de guitarra portuguesa com Samuel Cabral, José Fontes Rocha e mais tarde com Pedro Caldeira Cabral. O seu interesse pela composição e pela utilização da guitarra portuguesa em diferentes contextos leva-o a alargar a abrangência dos seus estudos, tendo ainda estudado Formação Musical com António Torres Pinto, Análise, Harmonia e Contraponto com Daniel Moreira, Composição com Dimitris Andrikopoulos e Jazz com Nuno Ferreira. Frequenta o Curso Livre de Composição – Orquestração leccionado por Dimitris Andrikopoulos na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto – ESMAE. É aluno do segundo ano do curso de Mestrado em Composição na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto – ESMAE.

Iniciou-se profissionalmente em 2005 e tem vindo a afirmar-se como intérprete e compositor. O seu percurso tem sido marcado pela vontade de expandir o repertório da guitarra portuguesa com especial incidência na música contemporânea, embora também no jazz e na música antiga.

Tem-se apresentado regularmente em recitais a solo, bem como inserido em agrupamentos de música de câmara e orquestras tendo passado por salas como Casa da Música, Fundação Calouste Gulbenkian, Culturgest, Centro Cultural de Belém, Teatro Solis (Montevideo), Centro Cultural Kirchne (Buenos Aires), Teatro Nescafé (Santiago do Chile), FIL Guadalajara (México), Queen Elisabeth Hall (Antuérpia), Philarmonie du Luxemburg (Luxemburgo), Auditório Nacional de Música (Madrid), Helsinki Music Centre (Helsínquia), Cidade das Artes (Rio de Janeiro), Teatro Mossoveta (Moscovo). Tem trabalhado com as orquestras Philaromonie du Luxembourg, Real Filharmonía de Galícia Galicia, Helsinki Baroque Orquestra, Antwerp Symphony Orchestra, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Sinfónica do Porto, Orquestra Sinfónica Portuguesa sob a direção dos maestros, Peter Rundel, Dirk Brossé, Brad Lubman, Pedro Neves e com os agrupamentos Ensemble Darcos, Os Músicos do Tejo e Ensemble Pulcinella.

Do seu trabalho como compositor destacam-se, para além das peças para guitarra portuguesa solo, as obras: Luz de Outono – para guitarra portuguesa e orquestra barroca (Os Músicos do Tejo; Helsinki Baroque Orchestra); Fuga para um dia de Sol – para guitarra portuguesa, piano e contrabaixo (Mário Laginha Novo Trio); Quatro lamentações para um amor perdido – para dois sopranos, guitarra portuguesa, violoncelo e baixo contínuo (Ensemble Pulcinella); Fado D’arcos – para voz, guitarra portuguesa, piano, harpa, violino, viola, violoncelo e contrabaixo (Ensemble D’arcos), Um estranha melodia feita de todos os sonhos – Orquestra Metropolitana de Lisboa; Elegia a Gabriel Fauré – para violino e piano (Trio Pangea), Fado do Acaso e Meu amor, para voz e Ensemble (Ensemble D’arcos + Camané).

É ainda de assinalar a sua passagem pelo teatro. De 2010 a 2015 faz parte do ensemble da peça “Sombras” de Ricardo Pais. Mais tarde assume a direção musical, os arranjos e a composição de música original do espetáculo “talvez…Monsanto”, também de Ricardo Pais, onde o fado e o folclore da Beira baixa se cruzam por entre a poesia de Ruy Belo.

Em 2023 e 2024 destaca-se o programa “Raízes”, com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, onde estreia a sua peça “Uma estranha melodia feita de todos os sonhos” e o Concerto para Guitarra Portuguesa e Orquestra de Dimitris Andrikopoulos.

No ano de 2025, assinala o centenário do nascimento de Carlos Paredes, com o recital a solo “Depois de Carlos Paredes”, que apresentou por todo o país. O seu trabalho como guitarrista de fado é também de assinalar, tendo acompanhado artistas como Camané, Cristina Branco, Ricardo Ribeiro e Pedro Moutinho.

Para além de inúmeras participações em edições discográficas (Terra Seca – Mário Laginha Novo Trio; Fado Barroco – os Músicos do Tejos – edição NAXOS; Hope – Ensemble D’arcos + Marco Oliveira), da sua discografia em nome próprio constam o álbum Chuva Oblíqua para Guitarra Portuguesa Solo onde, para além de peças suas grava obras de Daniel Moreira, Dimitris Andrikopoulos, Igor C. Silva e Mário Laginha e o álbum Saudade, em duo com o músico brasileiro Yuri Reis (violão de 7 cordas) onde aborda música tradicional brasileira e o repertório tradicional da guitarra portuguesa.

É Licenciado em Direito pela Universidade Católica Portuguesa.

concerto

Depois de Carlos Paredes

A Guitarra Portuguesa é um instrumento popular urbano que surge, como o conhecemos hoje, no princípio do séc. XX. Foi desde sempre o instrumento de acompanhamento do Fado de Lisboa e da canção de Coimbra.

Em 1957 são editadas as primeiras gravações de Carlos Paredes, onde interpreta exclusivamente composições suas. Esta edição fonográfica em formato de EP, veio revolucionar o universo da Guitarra Portuguesa, trazendo obras de carácter solista e virtuoso, permitindo que se pudesse começar a ter um olhar sobre o instrumento independente do acompanhamento de cantores.

Paredes deixou-nos uma vasta obra repleta genialidade que, sendo uma linguagem de rutura com a tradição, é uma das maiores expressões da identidade nacional. Este impulso abriu portas a um novo caminho para a Guitarra Portuguesa.

Partindo da obra de Carlos Paredes, aqui revisitada a solo, este recital percorre a nova identidade solista da Guitarra Portuguesa através da música de Pedro Caldeira Cabral e do próprio Miguel Amaral.

PROGRAMA 

Carlos Paredes (1925-2004)

Canção

A Noite

Pedro Caldeira Cabral (1950)

Balada da Oliveira

Momentos

Baile dos Carêtos

Miguel Amaral (1982)

Variações sobre um tema de Carlos Paredes

Carlos Paredes (1925-2004)

Canto do Amanhecer

Dança