Atelier 3|3
O atelier 3/3 é uma associação cultural implicada num projeto multidinâmico, coletivo e criativo na área das manualidades e das edições alternativas. É um espaço de trabalho ambulante, que surge para dar realce à diversidade de autores e criativos independentes.
O coletivo consiste numa associação cultural e recreativa, liderada por Cristina Alves (Madame Zine).
Madame Zine
Esta afoita senhora é um semi-heterónimo de múltiplas autoedições, publicações e notícias alheias – por mão própria e mãos impróprias, vadia, sem registo de enciclopédia, tricotadeira, tecedeira, colando avulso recortes, anotações e imagens, coleciona fios, poesia e sonhos, traz consigo a ambição de ser muitos livros, livreira e livre!
oficinas criativas
Dia 27 de julho
O MEU CONTINENTE IMAGINÁRIO
Refletindo no que a gravura “África” tem de mais visual: naquela época os artistas representavam os continentes como figuras cheias de símbolos – coroas, animais, plantas, objetos exóticos. Assim as crianças descobrem essa ideia de “personificação” e inventam a sua própria figura – símbolo de um lugar (real ou imaginado), colando recortes e carimbando padrões à sua escolha. Essas figuras serão carimbadas numa folha dobrada em 8 páginas simulando um “passaporte” de uma viagem.
Participantes: ATL de Município de Lamego
Dia 28 de julho
OUTRO OLHAR SOBRE ÁFRICA
A partir da visita à gravura – quem a fez, para quem, que símbolos usa para representar “África” e o que isso revela sobre o olhar europeu do séc. XVII-XVIII, cada aluno ou grupo produz uma peça de comunicação (formato zine de 8 páginas dobrável) que propõe uma narrativa alternativa – a sua própria forma de representar o que é para si o museu (de Lamego), pensando na identidade, lugar e cultura hoje – podem recorrer a símbolos, a palavras, a cores e a elementos figurativos. Isto liga-se diretamente às áreas deles: comunicação (criar conteúdo com intenção), informação turística (como se conta uma história de património a um visitante) e até administração (pensar no projeto como uma peça a apresentar/expor).
TECER UMA MELODIA
Cada criança pensa numa música de que gosta, até pode cantarolar, como se fosse a música presente na tapeçaria (ou cantam uma em grupo) e a partir dela e pela sugestão da imagem, roupas, posição das personagens, tipos de instrumentos, traduz o que sente em cores e texturas: vamos usar o ponto tafta para fazer a “base” – o ritmo mais calmo, contínuo – e o ponto sumaque entra como “acento”, marcando os momentos mais fortes ou saltados da música (um refrão, uma batida). Simples de guiar com dois pontos apenas, e o resultado já parece música “vista”.
Participantes: Colégio de Lamego

