ACORDES DE PAZ
MMP em uníssono no Dia Internacional dos Museus
26 concertos, 35 coros
17 de maio, 16h
O Museu de Lamego associa-se online à iniciativa, com uma proposta que conta com a participação dos grupos Banda Marcial de Cambres, Quinto Império, Rancho Regional de Fafel e Real Tertúlia Académica Tun’unkacerta, sob a direção artística de Filipe Marado e Liliana Abreu, com André Guerra e António Miguéis na produção de vídeo e sonoplastia.
Encerrado ao público, por motivo de obras, a iniciativa configura a oportunidade de uma viagem pelo museu, por lugares nunca antes visitados.
making of
os participantes
Banda Marcial de Cambres
A Banda Marcial de Cambres, sediada no concelho de Lamego, é uma das bandas filarmónicas mais antigas de Portugal. A sua origem não é totalmente precisa, mas estima‑se que tenha sido fundada em janeiro de 1881, inicialmente com 32 músicos homens, sob o nome Banda Filarmónica de Cambres.
Ao longo do tempo, adotou diferentes designações, incluindo Banda da Casa do Povo de Cambres (1978 – 1990). Em 1996, foi formalmente legalizada como associação, passando a chamar‑se Banda Marcial de Cambres.
Diversos maestros marcaram a sua história, mas uma transformação profunda ocorreu no final de 1999, com renovação do maestro, repertório, músicos e fardamento, o que atraiu muitos jovens e elevou o nível artístico da banda. O Maestro Orlando Rocha liderou esta fase até 2008, ano em que foi gravado um CD que incluiu a marcha “Cambres – Uma Vila no Douro”.
Entre 2008 e 2010, a direção artística esteve a cargo da Maestrina Vera Dias de Jesus, a primeira mulher a dirigir a banda. Seguiram‑se os maestros Diamantino Monteiro (2010–2014) e Pedro Vaz (2015 – 2022). Durante este último período, a banda recebeu a Medalha de Ouro da Cidade de Lamego (2017), em reconhecimento pelo projeto “Férias com Música”.
Desde 2022, a direção artística é assumida pelo Maestro António Ferreira. Atualmente, a banda conta com cerca de 45 músicos, maioritariamente jovens formados na sua própria escola de música, que integra cerca de 20 alunos entre os 10 e os 17 anos.
Um dos momentos mais marcantes da sua história recente ocorreu a 31 de agosto de 2025, quando a banda atuou pela primeira vez com um artista de renome nacional e internacional: FF, num concerto considerado o ponto alto da época musical.
Quinto Império
O Quinto Império, sediado em Lamego, é uma estrutura de referência dedicada à preservação e valorização da música de tradição europeia, com um foco central nos instrumentos de plectro – bandolim, guitarra, baixo e bandola. Funciona como centro de competências que cruza o ensino informal da música e a educação artística com a identidade cultural do território duriense, a sua atuação abrange a formação especializada em instrumentos de corda e uma vertente pedagógica alargada às artes visuais, ao cinema e ao teatro. Na dimensão cultural e social, a instituição destaca-se pelo trabalho contínuo na recuperação e manutenção do património imaterial, com particular ênfase nas Identidades Sonoras de Lamego. Entre as iniciativas de maior relevo encontram-se a criação e produção do Encontro Nacional de Bandolim e Guitarra e o programa Escutar e Concertar. Mantém uma rede de parcerias com conservatórios, escolas de música, teatros e museus por todo o país para garantir a vitalidade e a transmissão da memória cultural da região.
Rancho Regional de Fafel
O Rancho Regional de Fafel nasceu em 1958 para representar as vivências, danças cantares e o folclore do Douro.
Sócios fundadores da federação do folclore português e fiéis representantes do folclore do Douro.
Espanha, França, Itália, Eslovénia, Sérvia, Croácia, Eslováquia, Chéquia, Áustria, Alemanha, Holanda, Bélgica, Dinamarca, Noruega são países que já visitamos, mas a visita ao Santo Padre em 1984 é o ponto alto do grupo.
“Preservar o passado para garantir o futuro” é o nosso lema.
– Medalha de prata mérito municipal
– Medalha de ouro de mérito municipal
– Medalha de ouro de mérito cultural
Portanto, no âmbito cultural, somos os grandes embaixadores do nosso concelho dentro e fora de Portugal.
Real Tertúlia Académica Tun’unkacerta
Decorria o ano letivo de 2003/2004 quando alguns membros da associação de estudantes da ESTGL reuniam-se para reuniões da mesma. Aos poucos, foram levando instrumentos musicais para esse convívio.
Num certo dia decidiram fazer algo diferente, criar uma tuna. A partir desse dia, surgiu o nome de Tertúlia, visto este ser um grupo de amigos que se juntavam para conviver, juntando a música para aumentar o divertimento proporcionado. O nome Tun’unkacerta deriva, tal como o nome diz, de não haver uma atuação em que não houvesse alguma falha.
Assim sendo, a Real Tertúlia Académica Tun’unkacerta foi fundada oficialmente no dia 17 de dezembro de 2003.
Iniciou-se assim este projeto, apenas com “meia dúzia” de alunos, mas, com a evolução da Tuna e ao longo dos anos, várias foram as pessoas que passaram por esta “Família”, aumentando a cada dia que passava a ideia inicial deste projeto, e melhorando cada vez mais, sendo que a primeira atuação fora de Lamego foi em Fareja.
No ano letivo de 2008/2009 a Real Tertúlia Académica Tun’unkacerta participou no VII festival “Olé Tunas” realizando nos Açores, Angra do Heroísmo onde ganhou o prémio de Tuna mais Tuna. Durante o ano letivo de 2013/2014 a Real Tertúlia Académica Tun’unkacerta teve uma remodelação a nível organizacional e musical, dando início assim a um novo patamar deste projeto, iniciado há tantos anos. Desde a criação de originais vibrantes, passando por todas as partes da música popular portuguesa e tunante. A Real Tertúlia Académica Tun’unkacerta esteve no ano de 2014 no III Penagoyam – Festival de Tunas de Santa Marta de Penaguião, onde ganhou uma nova visão sobre o que é uma Tuna, projetando-nos assim para um futuro ainda mais promissor.
direção artística
Filipe Marado
Filipe Marado (Lamego, 1990) é Diretor Artístico, Programador e Coordenador de Mediação do Teatro Ribeiro Conceição. Mestre em Ensino de Música e com formação de animador musical pela Casa da Música, a sua gestão estratégica no TRC é marcada pela integração na RTCP e parcerias com o Teatro Nacional D. Maria II e a Fundação Calouste Gulbenkian.
Com uma carreira profundamente ligada à valorização do território, integrou durante sete anos a equipa do Serviço Educativo do Museu do Douro, onde desenvolveu um trabalho contínuo de mediação cultural e educação artística. Como ex-Presidente da Associação Quinto Império, concebeu o projeto “Identidades Sonoras de Lamego”, focado na preservação do património imaterial.
Entre 2014 e 2022, foi Diretor Artístico do projeto Sons do Douro, onde criou o filme “897 Km de Douro”, vencedor de múltiplos prémios internacionais. A sua prática alia a inovação programática à investigação artística e à etnomusicológica, sendo um ativo promotor da cultura e identidade duriense.
Liliana Abreu
Mestre em Estudos Teatrais – interpretação/ encenação, pela ESMAE. Atriz, música e produtora, começa a interessar-se pela percussão tradicional portuguesa em 2012, tendo tido aulas com diversos percussionistas. Fez parte de várias bandas e coletivos artísticos, como percussionista e/ou back vocal – Colectivo Foice, Solveig, Touriga, Sirigoça. Complementa a investigação e trabalho na percussão e canto tradicional português com oficinas e aulas regulares de música, com especial enfoque na primeira infância, tendo um espetáculo para famílias – DeRaiz – inspirado na música tradicional portuguesa. Atualmente é regente do Coro das Mulheres da Fábrica e diretora artística dos Sons do Douro, é fundadora e música de CRUA e MaeBruxa e Doutora Palhaça na Operação Nariz Vermelho.
produção e edição de vídeo
André Rodrigues
André M. Guerra Rodrigues, natural de Lamego, é um profissional de audiovisual com experiência em som, luz, vídeo, streaming, gravação de áudio e fotografia.
Ao longo do seu percurso, colaborou com diversas empresas, espaços e auditórios em Portugal. Conta ainda com experiência internacional no Reino Unido, onde trabalhou como programador de sistemas e bases de dados, gravação de vídeo e fotografia.
É fundador da Guerra Audiovisuais, projeto através do qual atua como freelancer, desenvolvendo soluções técnicas e criativas na área do audiovisual.









