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História e Arquitetura

História e Arquitetura

A criação do Museu de Lamego encontra os seus antecedentes na vontade de D. Francisco José Ribeiro de Vieira e Brito, bispo de Lamego entre 1901 e 1922, que pretendia instalar um Museu de Arte Sacra no antigo paço. Com essa finalidade iniciou a recolha de obras de arte dispersas pela diocese, bem como a recuperação e beneficiação do edifício.

A Implantação da República, em 1910, obrigou à suspensão dos trabalhos em curso, mas logo no ano seguinte, a Câmara Municipal de Lamego decidiu a criação do Museu Artístico a partir do espólio recolhido por este prelado e entretanto incorporado no património do Estado. Criado por Decreto de 5 de abril de 1917, os bens que iriam constituir o seu acervo inicial foram entregues ao seu primeiro diretor, João Amaral, em 1918, ano em que o Museu foi inaugurado.

Arquitetura

O edifício do Museu de Lamego, apesar das diversas intervenções que sofreu ao longo dos dois últimos séculos, é o resultado de uma ampla reforma levada a efeito por D. Manuel de Vasconcelos Pereira, bispo de Lamego entre 1772 e 1786, no sentido de modernizar o palácio no sentido de acompanhar as obras que, na região, traziam as novidades do barroco, à sombra de uma conjuntura favorável proporcionada pelo negócio florescente do vinho do Porto. 

A fachada, que se impõe pela sua extensão, aparece distribuída em três panos, divididos por pilastras lisas de granito. Nos corpos dos topos rasgam-se, por banda, três janelas de sacada, com os seus frontões e aventais recortados em graciosas linhas contracurvadas, unidas por varandim corrido, abrindo-se no corpo central quatro vãos mais modestos, ladeando o portal de entrada, com elegantes estípites laterais, frontão curvo interrompido e as armas episcopais. A norte, ainda se conserva a porta de acesso à capela pública, jardins e quinta do antigo paço e, no outro extremo da fachada, o portão de ferro proveniente da capela do Sacramento da catedral, para aí transferido em 1969.

Organizado volumetricamente em torno de um pátio central, o edifício pouco conserva da antiga reedificação: muito modificado no início do século XX, foi confiscado em 1911, para a instalação do museu, sofrendo intervenções regulares de restauro que muito lhe alteraram os interiores.