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Natureza-morta com vidros, porcelanas e relógio com corrente

Natureza-morta com vidros, porcelanas e relógio com corrente

Pintura que faz parte de um género consumado no século XVII, por demais apreciado pela clientela e cultivado pelos pintores por toda a Europa. O termo neerlandês para o Designar, stilleven, significa modelo inanimado.

Um relógio com corrente e vários objetos associado ao universo da mesa, chávenas de fina porcelana, garrafas, com líquidos, copo de vidro e uma salva com pé, dispostos de modo encenado, sobre uma mesa coberta de com um pano sobre toalha brocada. A minúcia de pormenor e realismo que o pintor emprestou à figuração dos objetos, evidenciam o requinte e sofisticação dos mesmos. Sob um fundo neutro, a luz dourada que banha a composição contribui para acentuar a atmosfera intimista.

A pintura reproduz uma natureza-morta pertencente à coleção da Galeria Corsini (Roma), do pintor alemão, que fez carreira em Roma, Christian Berentz, encontrando-se referida no inventário, de 1750,  coleção Corsini, que mencionada ter sido oferecida  por  Alfieri Probstat, provavelmente o filho de um alfandegário suíço, morto em Roma em 1730 e amigo de Beretenz.

Pertencente à família Corsini, um dos proprietários do palácio foi o cardeal florentino Nero Maria Corsini (Florença, 1685 – Roma, 1770), que reformou o edifício, dotando-o da configuração atual. Sobrinho do papa Clemente XII chegou a desempenhar o cargo de secretário da Inquisição romana, entre 1753 e 1770. Uma informação a não descurar, tendo em conta a natureza das missões diplomáticas de diversos bispos de Lamego à cúria papal.

 

Cópia segundo Christian Berentz

Roma

Séc. XVII- XVIII

Óleo sobre tela

Proveniente do antigo paço episcopal de Lamego

Inv. ML 41