Horário: Todos os dias. Das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30. (Aberto, parcialmente, devido às obras de reabilitação do edifício)

O Signo e a Paisagem – A Estrada Nacional 2 em livro, no Museu de Lamego

Dia 30 de junho, pelas 18h30, vai ter lugar no pátio do Museu de Lamego, a apresentação do livro O Signo e a Paisagem. N2, dos fotógrafos Augusto Lemos e Conceição Magalhães.

Em 2021, o casal Augusto Lemos e Conceição Magalhães puseram o pé à estrada e, de bicicleta, percorreram os cerca 739 quilómetros que atravessam o país entre Chaves e Faro. Fotógrafos, ambos, registaram o percurso, num registo que é feito de memórias e afetos.  Enquanto Augusto Lemos tratou as paisagens das beiras do caminho (a paisagem), Conceição Magalhães foi fotografando os marcos de estrada (os signos). Não todas as paisagens nem todos os signos, o que resultaria num trabalho pouco conveniente a uma publicação fotográfica, dada a extensão do território e dos marcos que o sinalizam. “Já que a estrada era mítica, os fotógrafos optaram por introduzir outro elemento mítico, escolheram marcos que apresentavam o número de quilómetros em capicua, números que, como aprendemos, dão sorte a quem os acha”, como refere Maria do Carmo Serén, no seu texto de abertura ao livro.

Numa edição de autor, constituída por 739 exemplares numerados com os números capicuas assinados (mais o número zero também assinado), O Signo e a Paisagem conduz-nos estrada fora pela N2 que, se ao longo das décadas foi perdendo a sua importância devido ao desenvolvimento da rede de autoestradas de Portugal, nos últimos anos, tem sido alvo de interesse turístico, com muitos viajantes a percorrê-la de lés a lés de carro, moto ou bicicleta para explorar as paisagens, vilas e cidades. O livro, em jeito de álbum de memórias fotográficas, é por isso também um convite de descoberta do sentido do belo das coisas.

O livro vai ser apresentado pelos autores, na primeira iniciativa a decorrer no pátio do Museu de Lamego, após um prolongado período de encerramento, por motivo de obras.

A entrada é livre.


Sobre os autores:

AUGUSTO LEMOS nasceu e reside no Porto. Doutorado pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Barcelona foi professor na Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto entre o ano letivo 1994-1995 e 2021, tendo trabalhado nas áreas da Fotografia e do Património.

Expõe regularmente há dezenas de anos, com exposições individuais e coletivas.  As exposições individuais deste milénio são as seguintes:  Viagem à Beira Alta (Galeria Imago Lucis, 2001); Cartas Transmontanas (Mosteiro de Tibães, 2002); Antre Tejo & Odiana (Palácio D. Manuel, 2004); Pela Beira (2005); A Vespa: um jogo de distâncias e de luz (Bienal de Vila France de Xira, 2005); Um Porto de Nível (Casa do Infante, 2007); Imagens anunciadas (centro Português de Fotografia, 2008); 8 hours before (Quase Galeria, 2015; Numa ligação entre Gil Vicente e o Marquês de Pombal (Palácio das Artes, 2015); Bloody landscapes (Centro Português de Fotografia, 2018); O meu Caminho (ESE/IPP, 2020); Marina bay Sands Skypark Observation Deck (Restaurante Terra Nova, 2021); Vamos a la Playa (Casa da Cultura de Avintes, 2022) e I Love My Bicycle (Museu Soares dos Reis, 2022).

É co-curador no Mira Forum da colectiva estenopeica Imagens Periféricas. É autor dos livros “Vamos  a la playa” e “As paisagens do viajante”. Está representado em inúmeras publicações.


CONCEIÇÃO MAGALHÃES nasceu em 1956, Porto.

Arquiteta e docente de Projeto na Escola Artística de Soares dos Reis, no Porto.

Desde 2011, tem vindo a apresentar os seus trabalhos de fotografia em diversas exposições colectivas, das quais destaca as participações anuais no Mira Mobile Prize e nas Imagens Periféricas / Mira Pinhole Photography, organizadas pelo MIRA Forum e, em 2023, iNstantes em Avintes e Sala Aberta no Centro Português de Fotografia.

Realiza exposições individuais destacando-se God saved the cows (2022) e Espelho Meu (2021), integradas no Mês da Imagem do Porto (MIP-OFF) e Caminhando, integrada no projeto Deslocamentos, no Centro Cultural Adriano Moreira, Bragança (2019) e no Centro de Arte de S. João da Madeira (2023).

Os seus trabalhos constam ainda em três publicações da Associação de Fronteira para o Desenvolvimento Comunitário (RIBACVDANA), dedicadas a aspectos territoriais e culturais da região de Figueira de Castelo Rodrigo – RAIA, Escarigo/Puerto Seguro (2022), Bizarril Monforte (2021) e Lenda da Marofa (2020).

Com fotografias premiadas pelos Municípios de Vila Nova de Gaia e de Paredes de Coura, também realiza apresentações sobre os seus projetos como viajante e fotógrafa.